SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

13 outubro, 2023

ESTRADA DO SOL (Cacau Loureiro)

Não pretendo viver a vida por impulsos efêmeros...

Aqui estou pela humildade de ter o pensamento

voltado a ti... a dormitar vontades.

Tantas palavras guardadas em silêncios que

querem viver em revoluções por minuto.

Instantes de ti que se arraigaram em mim

pela simplicidade e esmeros!...

Não almejo falar de futuro, o hoje já vive

para a eternidade, mesmo porque o tempo

já não existe... apenas me nascem arroubos...

Estes desejos que seguem as estradas das lembranças

e refazem diariamente os caminhos do coração.

Deposito em minhas estantes as fábulas que nos

tornaram tão poderosos e seguir em frente pela

estrada dos tijolos amarelos... tomar nas mãos a

varinha mágica que nos proporciona o ser felizes

para sempre.

Assim, adentro esse retrato momentâneo do

espaço, sua bela paisagem iluminada pelas

estrelas do breve entardecer de uma verve

deveras iluminada.

Eu intento parar o tempo, mas, meu relógio

biológico segue ao ritmo das horas velozes

quando me perco em seu corpo, quando viajo

em seus olhos, quando infundo-me em sua boca,

quando evaporo em seu hálito meus delírios.

Sua boca abriu-me avenidas na alma, singrou-me os

lábios em doces águas, fez-me rotear mares jamais

enfrentados em aventura de paz e descobertas

pelas sendas do sol!

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