SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

06 outubro, 2023

QUERERES (Cacau Loureiro)

A tarde traz-me os ventos das promessas...

A noite se aproxima ofertando as estrelas,

e minhas mãos se erguem para colher as

luzes do astral em suas francas benesses.

Não existe escuridão para aquele que

descobriu a cintilação que desperta a alma.

Nestas sendas novas que o universo nos

abre para o bem viver, a liberdade desenha

flores, ah! Assim como o menino do dedo

verde eu disparei o néctar dos afetos...

Senti a chuva rápida que prepara os

arco-íris lá onde meus dedos tentam tocar,

mas, não existe o impossível para quem

sonha com o coração puro.

Minha verve honesta abriu-se para os

cânticos que ecoam em toda a natureza

onde as divindades nos ensinam o

sentido da criação... viver em evolução.

Há alegria e encantamento nos dias

em que acordo com os toques e rituais

para os quais me chamas... em belos

cerimoniais que me refazem para os dias

que haverão de vir.

Que os aborós e as aiabás no ensinem

a recriar os grandes quereres!...

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