SOBRE ESTE ESPAÇO

"Há palavras que nascem para explicar. Outras, apenas para tocar. Este é um lugar de travessias. Aqui repousam poemas, reflexões e fragmentos de vida escritos ao longo dos anos, preservados no tempo em que surgiram, como quem guarda cartas antigas ou fotografias da alma. Não escrevo para ensinar verdades nem para oferecer respostas prontas. Escrevo para compreender os caminhos, os encontros, as ausências, os recomeços e os silêncios que nos transformam. A poesia é a linguagem que encontrei para dialogar com o invisível, com a memória, com os afetos e com tudo aquilo que insiste em florescer dentro de nós. Seja bem-vindo. Caminhe sem pressa. Algumas palavras são abrigo. Outras são espelho. Talvez alguma delas tenha esperado por você. Claudia Loureiro."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

12 abril, 2026

CORAÇÃO MENINO (Cacau Loureiro)

Na simplicidade de viver há

coragem… em fechar as portas

do passado para ver, à frente,

as janelas que se abrem para

dias claros… direcionando-nos

às reais partilhas.

 

Porque a dor não deve nos endurecer,

mas nos abrir à possibilidade de viver

o que nos é diferente e merecido.

 

Acreditar que há um novo tempo, onde

os trajetos, antes pesados e enrijecidos,

sejam sulcados em aprazimento.

 

Deixar as bagagens que nos impuseram

e escolher o próprio destino, sem os pesos

de escolhas alheias, pois a nossa própria

missão importa — e importa muito.

 

Olhar os dias como possibilidade real de

ser feliz… porque nada é definitivo, nada

deve nos impor o endurecimento dos sonhos.

 

Fluir em novos ares

e crescer por dentro,

sem dogmatismos.

 

Somente na entrega acendemos

a chama dos apegos sinceros,

edificando o amar bonito.

 

Saber amar é aceitar o desafio

de soltar as amarras que nos

prendem às dores antigas…

 

E pousar o coração na curva de um rio,

aprendendo que jamais nos banharemos

nas mesmas águas.

 

Novas correntes a nos batizar

para escolhas conscientes,

na certeza de que o divino nos

presenteia sempre quando o nosso

coração permanece menino.

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