SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

12 abril, 2026

CORAÇÃO MENINO (Cacau Loureiro)

Na simplicidade de viver há

coragem… em fechar as portas

do passado para ver, à frente,

as janelas que se abrem para

dias claros… direcionando-nos

às reais partilhas.

 

Porque a dor não deve nos endurecer,

mas nos abrir à possibilidade de viver

o que nos é diferente e merecido.

 

Acreditar que há um novo tempo, onde

os trajetos, antes pesados e enrijecidos,

sejam sulcados em aprazimento.

 

Deixar as bagagens que nos impuseram

e escolher o próprio destino, sem os pesos

de escolhas alheias, pois a nossa própria

missão importa — e importa muito.

 

Olhar os dias como possibilidade real de

ser feliz… porque nada é definitivo, nada

deve nos impor o endurecimento dos sonhos.

 

Fluir em novos ares

e crescer por dentro,

sem dogmatismos.

 

Somente na entrega acendemos

a chama dos apegos sinceros,

edificando o amar bonito.

 

Saber amar é aceitar o desafio

de soltar as amarras que nos

prendem às dores antigas…

 

E pousar o coração na curva de um rio,

aprendendo que jamais nos banharemos

nas mesmas águas.

 

Novas correntes a nos batizar

para escolhas conscientes,

na certeza de que o divino nos

presenteia sempre quando o nosso

coração permanece menino.

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