SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

22 abril, 2026

PRECES AO MAR (Cacau Loureiro)


As esquinas correm ante meus olhos,
busca insana que faço para me encontrar,
onde ficou o que deixei pelo caminho?

Ante as imagens que correm, eu agora
sigo devagar, mas minha verve intranquila
ainda busca as estradas; ainda conta as
estrelas que me seguem do alto, no vão
do tempo que deixei para trás.

Todas as músicas a moverem meus olhos
e músculos, em cinestesia, que me faz sentir
mais fundo, faz-me querer ir mais alto
e meu espírito vai além.

Vozes fazem as cantorias em meus sonhos,
cantares, louvações para a vida que há de
vir, embalando o sol em meus dias luzidios.

Sim, porque me seguem os feixes de luz
que me tecem as palavras, onde o meu
corpo anda em poesia, onde meus lábios,
em preces, abrem caminhos — minha alma
mergulha nessas águas batismais.

Vou ao mar, respiros das forças naturais,
minhas plantas na areia; oferendas do céu vêm
e vão… lavam meus pés, refrigeram meu
espírito — assim levo o vento em minhas mãos…
No seio farto da natureza, eu fico a pensar…

Há um Deus que é mulher.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.

Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.

Gratidão pela leitura sensível.