SOBRE ESTE ESPAÇO

"Há palavras que nascem para explicar. Outras, apenas para tocar. Este é um lugar de travessias. Aqui repousam poemas, reflexões e fragmentos de vida escritos ao longo dos anos, preservados no tempo em que surgiram, como quem guarda cartas antigas ou fotografias da alma. Não escrevo para ensinar verdades nem para oferecer respostas prontas. Escrevo para compreender os caminhos, os encontros, as ausências, os recomeços e os silêncios que nos transformam. A poesia é a linguagem que encontrei para dialogar com o invisível, com a memória, com os afetos e com tudo aquilo que insiste em florescer dentro de nós. Seja bem-vindo. Caminhe sem pressa. Algumas palavras são abrigo. Outras são espelho. Talvez alguma delas tenha esperado por você. Claudia Loureiro."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

10 abril, 2026

FLORES ABERTAS (Cacau Loureiro)

O céu desceu… e me tomou, não de

surpresa, porque o meu coração se

abriu às luminosidades, como

rios que seguem seus caminhos

e se encontram no mar.


Há correntes que me desacorrentam

para viver o que me é merecido,

sorrisos nas expectações de ternuras

substanciais.


Respiro fundo os alívios que me

preenchem os tempos que andavam

vazios… pois teus sons me chegam

nos sopros das novidades,

cadenciando as pulsações

para dias melhores.


Mergulho nos teus olhos

que disfarçam tua alegria bonita…

voz amena que me despertou

de um sono profundo,

no qual eu ainda sonhava…


Manhãs coloridas por tuas letras,

de atenções e liames,

prendendo-me à tua ciranda de flores…

carmim em meu peito…

e, nas mãos,

rosas perfumadas…


flores abertas

em meu âmago diligente.

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