LÍRICOS OLHARES

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"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós." (Clarice Lispector)

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"Por mais que se mantêm em consideração as circunstâncias do tempo, do lugar, do gênio do povo, dos seus conhecimentos, de suas inclinações, falham os cálculos, desmoronam-se os edifícios, inutilizam-se os trabalhos e só se colhe o conhecimento de que não se acertou e que o coração do homem é um abismo insondável, e um mistério que se não pode entender". (Frei Caneca)




4 de agosto de 2009

PUGNAZ


Imerjo no poente do tédio, o sol calcinador
é tênue luz em meu espírito ausente.
Saio de mim para chorar em qualquer
parte... quem sabe, onde tu possas me ouvir...
Bebo no cálice da tristeza o gole amargo
da tua ausência.
Distantes teu colo, teu ombro; teus braços
caminhos dos meus desenganos, teus olhos
abismo do meu amor.
Permita-me extravasar o cansaço, chorar
deixe-me!...
De mim podes sair...
Divago em meus labirintos interiores, onde
os meus silêncios fazem-se ouvidos de mim.
Minha dor maior é tentar ouvidar-te.
Minha lágrima sobeja e fecunda toda a poesia
que me resta, pois quanto mais distante estás
mais derramo inspiração... verto palavras,
alimento a minha alma.
Faz tempo que combatemos nas raias do
esquecimento... ora, surdos, mudos, muros,
ora, pontes, trincheiras, lágrimas... soldados
na arena do adeus!

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