SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

06 dezembro, 2023

CONDÃO (Cacau Loureiro)


Acordei mais cedo para parar o tempo... E, não

o deixar passar antes de ouvir a tua voz, ler a tua

mensagem, e a partir daí, então, começar a viver.

Há um verbo maior a permear os meus dias... tônico,

conjugado exaustivamente por minhas memórias;

um dicionário de sinônimos bons onde manuseio

tuas virtudes, onde decoro tantas palavras que me

traduzem para ti... te leem para mim.

Sílabas, sons, consonâncias entre frases e achados

desta língua que hora aprendo contigo, tão viva e

dinâmica que me renasce todos os dias em trovas,

em versos, em estrofes da poesia em que me levas

como rios de letras que me compõem em teu livro

aberto, em tua vida de belas narrativas.

Eu quero cruzar a tua história, transpassar este

enredo de doçura e tramar a saga dos amores mais

bonitos, pois, que também inéditos, fascinantes.

Eu quero a palavra tua como fábula contada... como

histórias místicas e deitar meus desejos de adormecida

criança e realizar meus sonhos de ser adulto, seguir a

estrada dos saberes para aprender a soletrar os termos

mais raros, até antigos... remotos como os contos de fadas.

Assim, acordar as princesas, despertar duendes, exortar os

gênios... abrir os portais do tempo onde feitiço e condão são

práticas corriqueiras... achar quadros e anéis para chegar à

terra mágica de Nárnia e aprender do amor!...

Um comentário:

  1. Pela beleza e refino de tuas palavras percebe-se que há um cultivo do amor suavizando a dureza da vida na tua caminhada.

    Ao ler este poema senti paz.

    Lindo!

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