SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

12 dezembro, 2023

SOBERANO (Cacau Loureiro)


Seguem aqui as minhas letras... as minhas rimas para me

fazer aprendiz da tua poesia impetuosa que me balança,

chacoalha-me, faz-me sorrir... dá-me ritmo, e que também

me faz emoção por ti... Aspiro profundamente os teus

ares, o perfume teu que invadiu minhas narinas, chegou

aos meus olhos, subiu-me à cabeça e segue-me pelos dias

afora, e sai-me pelas mãos, aromatizando-me desejos,

instintos, palavras, risadas, comoções... delírios.

Assim, a vida se apresenta com todas as suas nuances,

com seus tons e semitons, pois, no colorido do universo

só o teu sorriso é aquarela, só os teus sons me trazem a

música das estrelas... traços e rastros de divino âmbar.

Miro-te em constelações sem os falsos espelhos do mundo,

sem as ilusões dos românticos... em visão soberana de nós.

Mas, há sim um paraíso intrínseco, escondido nos pedidos

de remissão, nas mãos que se estendem à compreensão, no

olhar bobo, pirado dos amores permitidos, abertos, profundos...

Eu vejo-te, assim, como tu me vês em cuidados e transparências,

cartas explícitas sobre a mesa, corpos distintos sobre a cama,

cara a cara... ombro a ombro, corajosamente despertos para o

rever da vida, o refazer caminhos, do predispor das almas para

esta estrada desconhecida do engendrar o novo, do forjar o forte,

do delinear o simples, também, do conceber um amor poderoso!...

 

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