SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

19 dezembro, 2023

MAR A MAR (Cacau Loureiro)

 
Há uma fonte transbordante a correr pelas areias do

meu tempo, por sobre as pedras do meu caminho,

por esse grande espaço que me sobra...

Águas de cura, fluidos de purificação a invadir meus

olhos aquosos, minhas vias que dão acesso ao coração,

impulsionando a constante viração do meu orbe...

Cristalinas chuvas a descerem do céu onde as estrelas

da eternidade se refazem para os ciclos das eras e se

preparam para a transmutação das almas e regulam

as marés, os fluxos e refluxos dos seres...

Existe um oceano de desejo que habita o meu corpo

e inunda esse leito onde adormecemos os dois juntos

e onde nos lavamos do mundo e que nos remam para

a preamar da vida...

Há incertos rumos nas correntes que nos cercam e que

nos levam a esse mar imenso do futuro que nos toma

em suas ondas e nos leva pelas mãos e nos puxa os

cabelos... em labelos, em desvelos, em desejos...

Águas abundantes de sensações, delírios e delícias

que singram ferozmente as rotas desse mar aberto em

meu peito e que me levam a desaguar em teus olhos,

em tua boca, em teu sexo!...

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