SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

14 dezembro, 2023

CRISTAIS (Cacau Loureiro)


Teus olhos de cristal são águas vivas que 

me inflamam o coração já convertido em 

labaredas... fogueira acesa em corpos nus... 

Preciso beber a saliva morna que corre em

teus lábios adocicados por este amor que

me é lenitivo, unguento de consolo em tua

cama quente... Ah! Esse teu calor que cura!

Vem no vento da primavera as pétalas do

teu sorriso... branco como as nuvens deste

céu que vejo límpido, mas, os teus matizes

dão refinamento a estas auroras luminosas

que me trazem o sol do teu firmamento de 

ternura em direção às minhas mãos... à minha

alma sequiosa de ti... Meus lábios ligados à

imantação do teu abraço, são como rios de

doçura a buscar tuas sutilezas, meandros

de prazeres e ousadia...

Há fogo refinado em tuas pupilas acordadas, 

tochas a incendiar a minha insana vida e os

meus dias abrasados por ti... vias marginais

do desejo onde viajo em estradas de curvas

perigosas, enfrento subidas, descidas...

ladeiras íngremes...

Tempo não há para arrostar o teu abrasamento,

consumindo as cinzas e as horas mortas num

avivamento ardoroso de cores em cristais de

rara transparência!

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