SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

07 dezembro, 2023

AINDA BEM QUE CHEGOU (Cacau Loureiro)


Hoje há um grande sol lá fora...

E outro aqui dentro do meu peito...

E que possamos fazer brilhar em nós ad aeternum.

A magia está em saber que merecemos um amor

poderoso, e assim eu te amo, coerentemente!...

E esta ardente luz desceu sobre nós como um manto

de proteção e bênçãos, coisas extranaturais da vida.

Há um lindo dia lá fora... pois, por ti eu fiz nascer um

novo dia... pedido em preces e louvores de quem

agradece pela vida, pela abundante vida que há em ti!

E que este braseiro de esperança e fé nos escreva

uma história diferente, não a ferro e fogo, mas, em

águas abastadas de respeito e temperança.

Há um imenso sol lá fora... e outro que arde farto

em meu peito... que calcina dores pretéritas e faz

germinar flores futuras, e ao futuro eu vou com o

buquê dos singulares amores, amarrados em feixes

de saudade, mas, enfeitados com as cores das

promessas, preparadas nas claridades que vem do alto.

Elevo o meu grande afeto para que ele seja ungido como

os manás no deserto e que estes manjares impermistos

possam matar a nossa fome e a nossa sede de afeições

honestas, sublimes...

Ainda de olhos fechados, eu, sei que fulgura um sol

lá fora e ele também chameja em meu íntimo para

fazer crescer a esperança em dias melhores... para

ofertar o amor em toda sua exuberância e abrangência.

Há um belíssimo sol lá fora, e ele veio forte e altaneiro,

adentrou a minha substância e a fez luzir como uma

manhã de verão... Ainda bem que chegou!...

2 comentários:

  1. Nesses dias tenho deseja do um belo sol dentro de mim como o que reluz lá fora. Agradeço por este belo poema.

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  2. Esses dias tenho desejado um sol dentro de mim como o que reluz lá fora.

    Agradeço por este poema.

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