LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES

PENSAMENTO DO DIA

"À força de tanto ler e imaginar, fui me distanciando da realidade ao ponto de já não poder distinguir em que dimensão vivo" (Dom Quixote)

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REFLEXÃO

“Seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho, feito prisioneiro, forçado a um estado de estupidez.” (Simone de Beauvoir)





21 de setembro de 2009

CÍTARA


Tanjo as notas do esquecimento, como
não volver aos teus braços?
A canção adormecida em mim, talvez
não vibre mais em ti, porém, entôo-te
mesmo assim.
Quero florir de novo o meu caminho,
dedilhar novas canções em meu silêncio,
decerto, sem o teu carinho, todavia, a
saudade há de partir.
Eu olho para trás, não mais ressoarei
em ré, em meu coração eu arpejo sem dó
a falta que sinto por ti!...
Lá onde a lembrança ressoa triste, a
pesarosa ária não mais impedirá que eu
module a minha vida, que em meu próprio
ritmo eu prossiga.
Melancólicos sons ecoam no infinito remoto
de minha inspiração, pois que te aperto no
cravelhal que é o meu peito, comprimo-te
em meus desprezados trastos, afino a dor,
contudo, tu te expandes na rosácea da minha
alma aberta, melodia sem entonação...
Toco ainda as cordas do longevo tempo...
lá... si... existiu um sol... entretanto, não mais
propagarei teu nome nas cordas do meu coração.

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