O fruto amadureceu nos galhos...
Sob
todas as intempéries apresentou-se forte.
Embora travasse batalhas todos os dias para sobreviver,
resistiu às mãos inábeis daqueles que,
diante do verde ainda amargo,
insistiam em interromper seu processo,
matando-o antes da florada.
E
mesmo atado ao ramo que o nutria,
revela a robustez de sua essência,
a plenitude de sua graça,
a abundância de suas qualidades.
Nutrir
é característica dos bons frutos:
crescer entre folhas, sol, chuvas e pragas,
e ainda assim revelar ao mundo a que vieram.
Assim
também é a natureza humana:
persistir diante dos ventos malogrados,
das forças contrárias,
porque nossa substância é suavizar o que nasce torto,
transformar o que nos desafia,
lapidar o bruto até que revele sua forma.
Somos
feitos para alimentar.
Quem mata pela fome é o estéril.
O infértil.
Aquele que proclama abundância,
mas não sabe partilhar o pão.
Não
permita que nada o faça desistir
quando estiver próximo do oásis.
Pois quem afirma que essa água não é boa
talvez jamais tenha sido capaz
de saciar a própria sede.

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