Vento do poente que me traz
calor, terral
que sopra em minha alma os ardores e olores
da tua existência singular...
Sol nascente em riso aberto,
fortaleza para
quem te enxerga face a face, para quem acordada
sonha com os bafejos cristalinos do teu sorriso,
horizontalização da sorte em prazeres verticais.
Em abraços longos, clarões a
envolver meu corpo,
tatuando minha pele de ti em letras e borboletas,
entre os animais de casa, pena a escrever tua
poesia bonita em meu espírito de aedo.
Abundância de águas cálidas,
boca
dos desejos a engolir minhas paisagens
em deleites, em prazeres matinais, nas
sombras da parede à meia-luz do teu
quarto de dormires.
Nesses sonhos de ontem eu colei
no céu
tuas estrelas, cintilantes como os teus olhos
de langores orientais, como tântrica massagem
em todas as esferas emocionais.
Corpo e copo a derramar
rosa-chá em
minha xícara cheia de lembranças...
Refresco do meu peito,
nas vespertinas nuances do teu dorso,
em minhas arrebatadas mandalas.
Ah! Ontem eu lembrei de ti, de
norte a
sul do teu nu estonteante, no desatar dos
nós intrínsecos dessa lembrança, misto de
sol e semente...
E insiste como sopro repentino
dos quintais
do tempo a bater em meu rosto,
enxugando essas lágrimas de saudade...

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