SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

17 junho, 2026

MANDALAS DOS VENTOS (Cacau Loureiro)

Vento do poente que me traz calor, terral
que sopra em minha alma os ardores e olores
da tua existência singular...

Sol nascente em riso aberto, fortaleza para
quem te enxerga face a face, para quem acordada
sonha com os bafejos cristalinos do teu sorriso,
horizontalização da sorte em prazeres verticais.

Em abraços longos, clarões a envolver meu corpo,
tatuando minha pele de ti em letras e borboletas,
entre os animais de casa, pena a escrever tua
poesia bonita em meu espírito de aedo.

Abundância de águas cálidas, boca
dos desejos a engolir minhas paisagens
em deleites, em prazeres matinais, nas
sombras da parede à meia-luz do teu
quarto de dormires.

Nesses sonhos de ontem eu colei no céu
tuas estrelas, cintilantes como os teus olhos
de langores orientais, como tântrica massagem
em todas as esferas emocionais.

Corpo e copo a derramar rosa-chá em
minha xícara cheia de lembranças...

Refresco do meu peito,
nas vespertinas nuances do teu dorso,
em minhas arrebatadas mandalas.

Ah! Ontem eu lembrei de ti, de norte a
sul do teu nu estonteante, no desatar dos
nós intrínsecos dessa lembrança, misto de
sol e semente...

E insiste como sopro repentino dos quintais
do tempo acariciando o meu rosto,
enxugando essas lágrimas de saudade...

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