SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

02 fevereiro, 2010

SALMO SÉTIMO (Cacau Loureiro)


O Senhor soprou em minha boca o seu grande espírito
e por isto eu vivo, porque quem se instrui pelo hálito
do Pai, jamais fenece.
Com o ouro que fui laureado não faço barganha, por isto
eu levanto salteadores, a turba infame. Contudo quem
traça os caminhos é o Soberano dos tempos e na sua
rota em ando em segurança, eu caminho sem temor,
pois, a lança do Eterno Protetor faísca em minha
defesa, cruza a minha fronte, assim prossigo na fé de
peito aberto. A Sua espada é unção e privilégio, por que
temerei os dardos do inimigo encoberto?
Com seu braço o Senhor protege-me, deita-me ao
anoitecer, levanta-me na alvorada, pois que seus
cântaros de benignidade, às dezenas, multiplicam-se
feito pão de centeio.
Não temo as sombras que me espreitam, porque os
anjos do Onipotente montam guarda sob minha soleira
e circundam a minha tenda.
O verbo do altíssimo, retroa como trovoada no espírito
dos ignaros, pois que para ser elevado tem que se
laborar na disciplina.
Os campos do indigno vivem a arder porque está
sempre a atiçar contra o próximo a palha ardente,
também rouba a safra do vizinho a sorrateira.
Mas, o nobre coloca o seu testemunho no altar
do Eterno Salvador e o seu labor é executado
sob cânticos de graças, sob a luz alevantada no
alqueire, assim minha colheita é farta.
Não receio os corvos, mas os mantenho afastados
de minhas plagas, vigio no Senhor meu Deus para
que a erva daninha não se espraia nos meus pastos,
ponho-me em alerta, só assim o Excelso faz-me enxergar
suas promessas.
Eu honro o Altíssimo e bebo o mais nobre vinho,
deleito-me no mais saboroso maná porque guardo
a minha boca do injusto e do impiedoso.
Eu festejo as bênçãos do Sagrado e danço para
elevar meu espírito às alturas.
O pai move-me, ampara-me, desvia-me das pontes
quebradiças, poupa-me das areias movediças,
defende-me, salva-me e guarda-me e por isto eu vivo
com alegria, por Ele eu morro com esperança, pois
que o Seu verbo foi soprado em minhas narinas e por
isto eu conheci a verdade e sei que as palavras do
Senhor permanecerão para todo o sempre, amém.

2 comentários:

  1. Cacau...lindas e profundas palavras...como é bom saber que Deus nos ama tanto, nos ampara, nos guia em nossas vidas...e o quanto ele é digno de nossa maior gratidão e de nosso mais puro Amor! Luz...e serenidade pra você querida... Beijos

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  2. que bom ler voce...
    aproveito para te desejar um dia feliz.
    Maurizio

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