SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

22 fevereiro, 2010

REINVENÇÃO (Cacau Loureiro)


O vento quente do verão faz-me abrir
os braços, faz-me olhar para o céu!...
A forja da coragem em meu seio, faz-me
sorrir em múltiplas descobertas...
Meu coração pleno, a minha mente aberta
fazem-me sentir o tempo com entusiasmo
de uma criança, se a vida não fosse encanto
o que seria do “ser” poeta?!
Para o arsenal de pedras que encontro há os
poucos diamantes valorosos, há os seres de
índoles inenarráveis, há os homens de fortes
caracteres com suas têmperas incomensuráveis.
Eu abro as portas... pois quem nesta vida fica
em poder do medo não é digno de réplicas.
Eu vou às ruas, eu vou à luta, porque nesta
jornada por mais que existam vampiros, a vida
continua e eu não acredito em bruxas...
Contudo, identifico hipócritas.
Para mim só existe um tempo, o tempo presente,
e o dia de hoje, pois quem não se decide nesta
lacuna um dia irá descobrir, atônito, que a vida
entre os dedos escoa e o bojo dos covardes é

um poço de lodo.
Lanço minhas redes ao mar, o grande pescador
do mundo é aquele que fisga as almas e que
mesmo em épocas de tormentas não desiste
de navegar.
Eu sorrio para a vida, eu desafio a morte, eu
desfio as linhas mais sutis dos homens, eu
esboço olhos, eu delineio bocas, eu pinto o
invisível com todas as letras que posso; bebo
o mundo gota a gota, também vomito verso e
prosa, eu alimento-me da poesia do mundo,
reinvento-o se preciso for, e obtenho todas
as respostas.

4 comentários:

  1. Adorei aqui. Vou te colocar na minha listinha pra te seguir.

    Beijos :)

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  2. Olá amiga. Como é bom ler "Para mim só existe um tempo, o tempo presente,e o dia de hoje". Excelente texto, com sabor a poesia, mas curtido pela realidade da vida. Gosto dos poetas que têm os pés assentes na terra, mas conseguem sonhar de igual modo. Foi um prazer conhecer seu cantinho, voltarei assim que puder, entretanto vou seguir o seu espaço. Tudo de bom, mesmo que seja um sonho difícil de atingir.

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  3. Que lindo Cacau...maravilhoso ter coragem de viver plenamente a vida e tentar ser feliz...é isso mesmo que temos que fazer...animador esse seu poema...
    Beijos...

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  4. Cara Cláudia,
    Vi seu rosto simpático lá. E fiquei feliz. Aproveitei esse belo texto - 22/02 foi meu aniversário - para colocar meu comentário. Em Poema Vivo (http://poemavida.blogspot.com, coloquei um poema de aniversário em que falo do presente, como seu texto ("Passado não passa...").
    Um grande abraço,
    Eliane F.C.Lima

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