SOBRE ESTE ESPAÇO

LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."

Claudia Loureiro

17 julho, 2009

VASTO


Quando a minha rota abriu-se para a tua,
e eu não sei onde, nem como, nem quando,
o que sei é que se abriu nova paisagem...
Na miragem que se fez em minha vida eu
bebi a água límpida de teu oásis de afeto,
brumas dissiparam-se em meus desertos
frios, em minha alma só.
E o meu interior ainda sequioso sobrevive
deste terno afã... tocar teu corpo, tocar
teu rosto, morrer de sede em teus lábios...
Itinerante, nômade de muitos rumos de
tantas estradas eu viajo em teu espírito
alado, esvoaçante.
Pulo dos mais altos montes, montanhas
desenhadas em azuis-turquesas, avisto
campos de verde-musgo com cheiro de
acácias, plano em tua cútis de rara beleza.
Mar aberto beijando meus lábios doridos
insurretos... dormentes... quero seguir tua
sinuosa trilha como sigo pelo cais das encantadas
viagens além-mar; lá no horizonte onde se perdem
as estrelas quero dormir-te de ponta a ponta,
luzente de prazer deixar-me por ti desvanecer...
Quero-te areia que se espraia pela praia dos meus
sonhos, suave brisa no entardecer dos meus atalhos,
luz morena a descansar meus olhos perdidos,
extasiados em teus labelos mornos.
Abro o peito, a alma, os sentidos para absorver
tua etéria e eterna luz... O teu sol refulgente
deslumbrou minha alma triste, agora só uma caminho
ilumina-se a minha frente, o teu coração vasto!...

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