SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

13 julho, 2009

CANTAREI O AMOR

(Poema de JG de Araújo Jorge)

"Acima de tudo cantarei o amor
O de Cristo e Confúcio, o de Romeu e D. Juan,
acima de tudo cantarei o amor.
Em todos os momentos, lascivos ou gloriosos,
mansos ou eróticos, unindo dois ou arrastando milhões,
nascido da ternura ou da revolta,
procriando seres ou idéias,
acima de tudo cantarei o amor.
O amor-cimento e força -
que constrói e ilumina que convoca e conquista,
bola de neve do Bem inevitável
acima de tudo cantarei o amor.
E o tirarei do coração
como a hóstia do cálice ou o sol, da manhã,
ou a espada, da bainha,
fulcro para a alavanca do meu verso
mover o mundo - acima de tudo cantarei o amor."

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