SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

13 julho, 2009

CANTATA (Cacau Loureiro)


Acordo todos os meus sons nos
acordes do teu corpo...
A tua música é paliativo para este
meu coração dissonante.
Em teus olhos todas as canções que
a minha lira canta... O teu amor...
Minha esperança...
Quando te beijo e fecho os olhos,
a tua escala harmônica a reverberar em
minha escala acidentada, todas as tuas
cifras em meus poros, todas as notas
em teus lábios a compor-me em teu
silêncio. Leva-me, pois, com teus ritmos
quentes, com tua dança encantada.
Rouba-me a fala com teu canto de
misterioso tenor ternário; envolva-me
com a vibração do teu pranto e eu te darei
a canção de mil amores. Porque quero
adocicar teus dias com a minha melodia
predileta, dedilhada em rara harpa.
Sejas a toante dos meus dias, a toada
de minhas horas esparsas, o tom maior
em minha vida descompassada...
Serenata em noite bela sob a minha
janela d’alma!...


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