SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

10 julho, 2009

COMO TE PODEREI DIZER?


Queria dizer-te muitas coisas...
Coisas lindas, coisas belas...
Por hora estou na espera,
estou na espreita por hora.
Não te digo que sou musa,
que sou sereia, que sou fera.
Digo-te, apenas, que estou refeita.
Procuro em ti uma estreita brecha,
uma pequena fresta por onde eu
possa te invadir.
Deixar-me-á ir?...
Neste mundo sou vagante, não
nasci para retirante, mas sou
nômade de mim!
Os meus versos têm os sons
do meu próprio coração.
Portanto, dê-me tuas mãos, simples,
firmes, calejadas, finas, nobres,
sofisticadas, da tua arte toda unção.
Viajemos, pois, nesta emoção.
Sejamos luz, clarão, centelha, então,
até diria Bandeira:
“...paixão puríssima ou devassa...”
“...amor_ chama, e, depois, fumaça.”
“Como te poderei dizer?...”