SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

27 julho, 2009

ALUANDA

Noite de muitas estrelas!...
A lua anda no céu, argentada,
dardejante trazendo ao meu
espírito nômade, quietude.
O imensurável sideral rasa de
inspiração a minha alma cálida,
volitiva, ousada.
Vento austral, Via Láctea,
longo é o caminho para seguir...
Seja assim.
Ouço música suave, desce sobre
mim romanesco véu, há cheiro
de flor, de vinho e jasmim.
Em meu foco um só som,
uma só rima, uma só voz,
um só verso... uma só canção
em nosso jardim.
Meus negros buracos de afeto
onde avistas minha interior vastidão,
são abismos onde resguardo o meu
renitente coração.
Viajo em tua singular constelação...
há frio, calor, comoção... Em meu
universo tu és lúmen, cintilação.
Eu sonho então... cevar a minha
boca em tua água farta.
Éden, sol, paraíso, aurora boreal...
no meu céu também a lua anda...
Em teus lábios de mel, querentes de
ternura, eu desejo alcançar aluanda.

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