SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

02 fevereiro, 2010

SALMO SÉTIMO (Cacau Loureiro)


O Senhor soprou em minha boca o seu grande espírito
e por isto eu vivo, porque quem se instrui pelo hálito
do Pai, jamais fenece.
Com o ouro que fui laureado não faço barganha, por isto
eu levanto salteadores, a turba infame. Contudo quem
traça os caminhos é o Soberano dos tempos e na sua
rota em ando em segurança, eu caminho sem temor,
pois, a lança do Eterno Protetor faísca em minha
defesa, cruza a minha fronte, assim prossigo na fé de
peito aberto. A Sua espada é unção e privilégio, por que
temerei os dardos do inimigo encoberto?
Com seu braço o Senhor protege-me, deita-me ao
anoitecer, levanta-me na alvorada, pois que seus
cântaros de benignidade, às dezenas, multiplicam-se
feito pão de centeio.
Não temo as sombras que me espreitam, porque os
anjos do Onipotente montam guarda sob minha soleira
e circundam a minha tenda.
O verbo do altíssimo, retroa como trovoada no espírito
dos ignaros, pois que para ser elevado tem que se
laborar na disciplina.
Os campos do indigno vivem a arder porque está
sempre a atiçar contra o próximo a palha ardente,
também rouba a safra do vizinho a sorrateira.
Mas, o nobre coloca o seu testemunho no altar
do Eterno Salvador e o seu labor é executado
sob cânticos de graças, sob a luz alevantada no
alqueire, assim minha colheita é farta.
Não receio os corvos, mas os mantenho afastados
de minhas plagas, vigio no Senhor meu Deus para
que a erva daninha não se espraia nos meus pastos,
ponho-me em alerta, só assim o Excelso faz-me enxergar
suas promessas.
Eu honro o Altíssimo e bebo o mais nobre vinho,
deleito-me no mais saboroso maná porque guardo
a minha boca do injusto e do impiedoso.
Eu festejo as bênçãos do Sagrado e danço para
elevar meu espírito às alturas.
O pai move-me, ampara-me, desvia-me das pontes
quebradiças, poupa-me das areias movediças,
defende-me, salva-me e guarda-me e por isto eu vivo
com alegria, por Ele eu morro com esperança, pois
que o Seu verbo foi soprado em minhas narinas e por
isto eu conheci a verdade e sei que as palavras do
Senhor permanecerão para todo o sempre, amém.

2 comentários:

  1. Cacau...lindas e profundas palavras...como é bom saber que Deus nos ama tanto, nos ampara, nos guia em nossas vidas...e o quanto ele é digno de nossa maior gratidão e de nosso mais puro Amor! Luz...e serenidade pra você querida... Beijos

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  2. que bom ler voce...
    aproveito para te desejar um dia feliz.
    Maurizio

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