SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

19 janeiro, 2024

ÚBERE (Cacau Loureiro)

 

É preciso dizer que eu te amo, não na esfera

dessas três palavras, eu te amo... seria pouco

resumir o que por ti nutro no âmbito do verbo simples...

Eu, como poetisa busquei apreender o amor nas

canções do mundo, nos sons da natureza, no ritmo

dos caminhos de tantos afetos... nos saberes do vento,

do sol, da chuva. Mas, nada se compara quando tu me

vens sorrindo radiante com as flores da existência nos

braços, com o fulgor da vida nos olhos, com as

promessas divinas em teus gestos, em tuas mãos...

E eu vim correndo pelas margens dos rios que me

nasceram de tua essência bela, úbere, guiada pelas sedas

de tuas vestes sublimes, em azul pari passu com o céu.

Em tua clara tez eu mergulho nos rumos que só os

grandes mares me levariam... singrando as águas

profundas do ser a nos buscar através do que somos.

E eu vejo tanto neste horizonte a que me destinas,

miragem onde inocente eu brinco de ter sorte, onde

o passado como areia fina a lufada levou.

A mão do destino pousou em meu peito, acordou-me

para o tempo, a estrada, o sonho...

Ah! Eu vim correndo para te dizer que te amando eu

vou, no voo do vento lépido que toca os teus cabelos!... 

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