SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

07 fevereiro, 2010

SALMO DÉCIMO (Cacau Loureiro)


Apascenta o meu coração oh, Pai!
Pois que ante a visão do homem tolo eu reprimo-me
em aflições, em angústias.
Eu que plantei a justiça em todo o meu caminhar,
sinto-me injustiçado. Arranca de mim esta erva que
não traz a cura, que não me limpa o interior ultrajado.
Em modéstia oferto-te o meu coração em bandeja
de resplandecente prata, mas, dá-me oh Deus o
ouro da paz que não tem preço.
Lava minha alma nas águas do Jordão, unge minha
cabeça pelo teu espírito santo e faça-me um novo ser.
Tranquiliza o meu íntimo oh Eterno! Pois que ante
a visão dos que me magoaram eu reacendi as minhas
torpezas. Eu que fui semeador do perdão sinto-me
rancoroso; estirpe de mim estes ramos de árvore
Infértil das futilidades.
Pai mostra-me uma vez mais a tua face para que eu
fortaleça-me e busque a tua palavra com sabedoria.
Deus de bondade e misericórdia toque o meu cerne
para os bons sentimentos, porque a fagulha da
incompreensão ameaça atear o fogo das paixões
terrenas em minha alma sedenta do reparo.
Que a tua justiça venha sempre antes da minha,
que eu saiba esperar por tua balança e por tua espada.
Que tu faças do teu tempo o meu tempo, e, que eu
cultive a paciência e deposite em teu regaço o
meu sincero desejo de libertação.
Deus de mansuetude e também de austeridade
ponha os meus inimigos ocultos perante o teu altar
para que possas doutrinar suas más inclinações,
trazei-lhes arrependimento, mostra-lhes as tuas
vastas terras de benignas sementes, a tua fresca
relva onde deitas as cabeças dos teus filhos justos.
Limpe minhas mãos com o teu bafejo divino, mas
não lave as minhas responsabilidades para com o
meu próximo.
Oh, Eterno! O cavaleiro das sombras cavalga nas
redondezas, plante o teu cajado à minha porta,
Livra-me, guarda-me e salva-me do terror da noite,
desenreda os meus pensamentos que faz oprimido
o meu bojo. Afasta de mim este cálice no qual eu
não quero mais provar desta bebida que me embriaga
e cega-me os olhos.
Permita-me oh, Altíssimo, reaver as alegrias de
quando usufruía da tua presença constante.
Aparta de mim de uma vez por todas aqueles que
me renegaram, pois que de mim não são mais dignos.
Fazei-me forte diante das provações, mostre-me Pai
Maior que assim como o sol que tu criaste, eu posso
nascer novo todos os dias diante de Ti.

3 comentários:

  1. Belo espaço, palavras que alentam.
    Parabéns, pela essência. É lindo saber dos que possuem fé.

    Um cordial beijo.

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  2. passando para te desejar uma semana feliz..
    Maurizio

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  3. Querida...como é tão bom e necessário estarmos nos braços de Deus... esta sintonia nos faz bem... nos traz Paz...porém, para que isto ocorra precisamos despertar Deus que habita o nosso interior, pois somente assim nos transformaremos... viveremos essa união verdadeiramente e colheremos todos os seus amorosos benefícios. Beijos amiga!

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