LÍRICOS OLHARES

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"À força de tanto ler e imaginar, fui me distanciando da realidade ao ponto de já não poder distinguir em que dimensão vivo" (Dom Quixote)

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“Seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho, feito prisioneiro, forçado a um estado de estupidez.” (Simone de Beauvoir)





12 de dezembro de 2009

SURSIS (Claudia Loureiro)


De fato eu sei o que procuro, o
que é meu de direito, a liberdade.
No auge da minha vida, da minha
idade, já não posso olhar para trás,
pois que na vida, eu busco muito mais.
Minhas palavras têm força, visto que
extraí do meu espírito toda essência
da minha existência.
Vivo comoções internas, mas, não
oblitero o que em mim é vital: a
transparência.
Quero descobrir algo novo, que
me mova as barreiras, quebre os
meus muros, faça-me viver de
novo.
Sinto-me morta, no entanto, meu
coração é intenso, poderoso.
O mundo, descobri, é deveras
desamante, mas, eu sigo minha
estrada de vínculos, de sentimentos.
Eu sou rebelde, e revés, torno-me ré...
Quero ser livre, peço: deixem-me viver;
para cantar a rebeldia dos meus versos,
pois que eles são independentes; para
versejar a utopia dos meus sonhos,
rimar o canto e a melodia que é a
vida, pois que ela é valiosa.
Não quero mais as grades... as grades
dos tormentos, dos tolhimentos... dos
julgamentos.
Não me submeto aos autoritarismos,
às covardias... busco e clamo por
justiça, e nada neste mundo obsta o
meu riso. Neste mundo supra-real, eu
sou, eu quero ser simples, natural.
Reinvidico o "sursis", para ter direito
de expor tudo o que o meu coração
precisa, sente e diz.

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