SOBRE ESTE ESPAÇO

LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."

Claudia Loureiro

12 dezembro, 2009

SURSIS (Claudia Loureiro)


De fato eu sei o que procuro, o
que é meu de direito, a liberdade.
No auge da minha vida, da minha
idade, já não posso olhar para trás,
pois que na vida, eu busco muito mais.
Minhas palavras têm força, visto que
extraí do meu espírito toda essência
da minha existência.
Vivo comoções internas, mas, não
oblitero o que em mim é vital: a
transparência.
Quero descobrir algo novo, que
me mova as barreiras, quebre os
meus muros, faça-me viver de
novo.
Sinto-me morta, no entanto, meu
coração é intenso, poderoso.
O mundo, descobri, é deveras
desamante, mas, eu sigo minha
estrada de vínculos, de sentimentos.
Eu sou rebelde, e revés, torno-me ré...
Quero ser livre, peço: deixem-me viver;
para cantar a rebeldia dos meus versos,
pois que eles são independentes; para
versejar a utopia dos meus sonhos,
rimar o canto e a melodia que é a
vida, pois que ela é valiosa.
Não quero mais as grades... as grades
dos tormentos, dos tolhimentos... dos
julgamentos.
Não me submeto aos autoritarismos,
às covardias... busco e clamo por
justiça, e nada neste mundo obsta o
meu riso. Neste mundo supra-real, eu
sou, eu quero ser simples, natural.
Reinvidico o "sursis", para ter direito
de expor tudo o que o meu coração
precisa, sente e diz.

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