SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

04 abril, 2026

CORPO MARESIA (Cacau Loureiro)

Seu sorriso me chegou por sobre os ombros,

luz da manhã em meus dias renascidos...

como velas soltas a correr ao infinito...

 

Música interior a mover tuas elegâncias

nas devoções sinceras dos amores

a brincarem no embalar de colos quentes,

pátria-mãe a abraçar recém-vindos.

 

No havana escuro dos teus olhos,

desnudo-te em alma e corpo:

o mais bonito dos bonitos...

teus olhos de misteriosos castanhos,

mar a deitar na areia dos castelos

erguidos em sol e sal nutritivos.

 

Esvoaçantes, teus cabelos...

nesta tarde que arde em maresia,

teu cheiro a adentrar narinas e poros...

por esses dias de paz e sossego,

Astro-Rei em descanso colorido.

 

Um canto à beira-mar, dedilhado ao violão

também dedilha tuas morenas curvas,

acompanha o vai e vem das alegres ondas,

a movimentar o furta-cor de dias bem vividos.

 

Estrofes sussurradas ao pé do ouvido,

texturas e ritmos adentram meu peito largo;

braços fortes nos ventos dos litorais do destino.

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