Movimentos de dentro tentam se expor,
é difícil conter o impulso da vida, pois
ela pulsa na direção dos ventos solícitos...
nem todos sabem sobre as gentilezas.
Mas eu levanto da cama com a energia
dos que querem mudança, num salto
de entusiasmo para conexões profundas.
O raso não preenche meu espírito de
presenças; é na ausência que aprendo,
e também ensino.
Violinos fazem meu coração bater
com a força dos bastões que, no atrito,
tecem os sons mais bonitos
nas cordas de almas encantadas.
Histórias não podem ser frustração
para sempre... a poesia salva e liberta.
Por isso prossigo nos caminhos das letras:
elas se expandem como estrelas,
salpicando o céu tenebroso dos hipócritas,
clarões de luz a abrir rotas de colisão,
rompendo, transmutando dimensões
que só o espírito humano alcança.
Escancaro as portas: a felicidade
é caminho, é estação, é porto,
estrada para descobrimentos.
Há um mar imenso onde mergulho,
braços e pernas em busca da ilha e
do istmo nas ondas temerosas
do indômito que habita o meu corpo.
Há um fanal para os perseverantes...
Entre água e céu, ventania que sopra
em meu rosto, inflando as velas que
aprumam meus rumos...
Mar de dentro a encontrar destinos.

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