PENSAMENTO DO DIA
REFLEXÃO
6 de dezembro de 2013
MADIBA (Cacau Loureiro)
8 de novembro de 2013
VIGÍLIA (Cacau Loureiro)
Mortifico-me na saudade...
Sublimá-la na lembrança é
altruísmo.
Meu coração ferido, abatido
pela ausência é brasa viva a
queimar-me a alma amásia
O compassado ciclo é como
lâmina afiada, talhante, cruel.
As profundas raízes lançadas
em minhas entranhas não me
desatam de ti, porque são a causa
justa do meu abundante afeto.
Todos os dias em meu relógio
biológico, há densas noites,
escusas, intermináveis.
O sol que habita a minha imaginação,
imergiu no teu horizonte afastado...
Só o meu peito calado, extasiado da
espera faz-me fitar a lua flutuante,
na esperança de que lance teus raios
suaves e prateados sobre mim...
ÁSTREO (Cacau Loureiro)
6 de novembro de 2013
GRÁCIL (Cacau Loureiro)
16 de outubro de 2013
AÇUCENA (Cacau Loureiro)
promana
do
És
todas
as
a
mostrar-me
de
Quero
Quero
germinou
no
Hei
de tocar-te o
Esta
Pois,
que és todo o meu encantamento...
E nada mais!...
15 de outubro de 2013
ALQUIMISTA (Cacau Loureiro)
Não recrimines o meu jeito de ser, tu
não entenderias as razões...
Mas, não peço para ti entendimento,
compreensão, apenas desejo estes
pequenos momentos de ilusão...
... tua voz, a leve lembrança do teu
rosto. Queria eu poder sentir todo este
gosto... tão mágico, misterioso, secreto.
Já te disse de toda esta comoção que
me apossa o espírito, o coração.
Aguardo a hora certa da descoberta,
mas, o momento agora é do experimento.
Contudo, não me julgues a emoção, não
dilaceres os alicerces de minha invenção.
Formulo, busco, provo, crio...
Nesta alquimia que transcende o meu corpo,
também, o meu espírito, transformo-me em fogo,
em sangue, em aço, e em lágrimas desfaço-me.
Não quero compaixão, meus sentimentos são o
resultado da formula de amores, ódios, paixões.
Eu insisto, eu quero meu experimento, intenso,
denso, vivo, eu quero alcançar o meu objetivo:
mistificar-te em minhas andanças, caminhos.
Quiçá, encontrarei o quinto elemento que te
transformaria em água, terra, fogo e ouro,
na alquimia do meu abraço caloroso.
9 de outubro de 2013
ONDA LIVRE (Cacau Loureiro)
27 de setembro de 2013
ESTRIBILHO (Cacau Loureiro)
26 de setembro de 2013
APAGOGIA (Cacau Loureiro)
Queria decifrar os silêncios...
Silêncios dos que querem ser indecifráveis.
Máscara dos que temem a perda ou que já
perderam e não querem aceitar desvios.
Caminho na penumbra dos que tecem artifícios,
que mudam rumos, acham bifurcações. Mas, eu
quero os caminhos retos, daqueles que chegam
onde tem de chegar...
Hoje, ninguém tem futuro, o edificado no pó
também ao pó pode voltar.
As interseções são mecanismos dos desgastes,
eu quero a marcha dos que pisam o chão com
atitude para ir, lutar e vencer.
Volto-me aos momentos... à poesia onde rascunhei
minha alma, despida, nua... contudo, não mais me
acho, não mais me vejo, não mais me escrevo.
Não quero emudecer as palavras que emergem,
gritam onde nada ecoa, choram onde nada
ressente, dizem onde nada se entende.
Volto-me aos movimentos... ao ritmo que nos
mostrou a dança das nuvens, todavia não mais
me deito nos sonhos de papel onde o meu barquinho
seguia as ondas do infinito.
Volto-me à música que nos guiava pelos horizontes
de Pasárgada e que invadiu por completo acalentando
nossos espíritos pioneiros.
Volto-me ao passado edificado em claridade reluzente
de amor, à poesia primeira, ao verso pintado a quatro
mãos e que nos coloriu por inteiro, feito abdução
extraterrestre, em amplitude de um disco voador!...
13 de setembro de 2013
NÉCTAR (Cacau Loureiro)
12 de setembro de 2013
TRENS DE FERRO (Cacau Loureiro)
Nos trilhos em que corremos para o pão de
cada dia, eu tento extrair o sal da terra...
o ácido que nos alimenta a alma de fé por
Pelos sonhos de meus antepassados que
me fizeram filha, mãe e me farão avó, eu
canto a liberdade e semeio a esperança.
Pois que se não fosse pelo caráter ferroso
dos que vêm ao mundo para a mudança já
teria desistido nestas estações abandonadas
onde as máquinas regem os Homens.
Não tive paradas... em minhas mochilas
carrego o peso de tantas lágrimas em
fornalhas de decepções; mas também de
tantos sorrisos, pontes de realizações.
Andei só em vagões lotados, andei repleta
em vagões vazios... Mas que voe a fumaça
porque pra matar minha sede... pouca gente,
pouca gente... Os Homens para onde seguem?!...
O momento é de andança e não de resignação!...
Sejamos como os astros que acompanham as
locomotivas, ascendamos todos os dias e alertas
permaneçamos todas as horas para aqueles que
nos seguem, mesmo que a orgia dos donos desta
terra nos escondam sob os escombros da mentira
ou na penumbra de suas mentes alienadas nos
paramente da destruição.
Que não desistamos porque os trilhos seguem,
e seguirão, e lá mais adiante tomarão nossos filhos
e netos pelas mãos; e para além eu farei, tu farás,
nós faremos desembarcarem nas estações onde
elas reconheçam a dignidade genuína, o lar que
pertence a todos nós.
Posto que a vida não é só café com pão; e para
tanto faremos muita força, muita força!...
E conosco levaremos muita gente, muita gente!...
E nos velhos trilhos do mundo as asas de nossa
indignação que seja também libertação... E vamos
depressa, e vamos correndo, e vamos na toda...
Como trens de ferro, trens de ferro!!
21 de agosto de 2013
VIRAÇÃO (Cacau Loureiro)
rito, uma devoção, mas, com a convicção de
nos voltar como promessa.
a âncora que me encoraja a seguir no mar
encapelado dos meus dias. Rogo também
pela calmaria, num silêncio que me chega a
ser imolação.
rondam bombordo e estibordo de um navio
em profusão; sustam-me o ar, tiram-me os
pés do chão... tornam-me marinheiro ébrio na
proa de um navio e faz-me divagar em canções
de sirenas maviosas onde lágrimas e águas
misturam-se num roldão... chuva, vento, furacão!
e fiel desbravador de tantas águas vastas para
seguir adiante com a bússola da inquietação a
me abrir os mares do espírito e a me extrair os
males do corpo que implora por ressurreição.
Eu almejo sonhadoramente descansar na areia
quente deste vasto continente que se chama amor!...
22 de julho de 2013
VITAL (Cacau Loureiro)
Agitam-se as altas esferas,
diminutas partículas de luz
espraiam-se sobre a Terra...
O ir e vir do princípio vital
impulsiona o entusiasmo
entre os seres.
No orbe celeste a preparação
dos fluidos do bem desanuvia
as mentes dos aflitos, encorajam
os espíritos sofridos.
A paz é a verdadeira terra prometida,
e o amor a sementeira da infinita
bondade.
Cinzelando o Homem engendramos
o caminho da regeneração.
A autêntica liberdade é olhar o
outro como irmão.
são imperativos da alma, contínuo
movimento para a interior edificação.
O trabalho nos espera e soergue-nos
em seara que não tem senhores,
pois que senhor de si mesmo é
aquele que se eleva em saber dar
e purifica-se em receber.












