Doçura açucenal tem os teus
lábios
capitosos...
Como não
delibar supra bebida
que
promana
do teu peito
ardoroso?!
És
perfume preparado
em primaveril
claridade, aconchego
balsâmico para
todas
as minhas dores,
Como posso abnegar
tal sortilégio?
Destino caprichoso
a encher-me a alma
farta com
o doce dos teus
olhos langorosos,
a
mostrar-me estrada extensa
nos teus
braços
de
premissas.
Quero
repousar o meu
olhar no teu...
Poço
profundo de candidez
inefável e infinita.
Quero
me achar neste
lirial de promessas
que tremula em
minhas células
rútilas e
que vibra em
minha essência
entusiasmada.
Flor rósea suavizante
e perfumada que
germinou
no meu jardim
de deleites.
Hei
de tocar-te o semblante como óleo essencial
que me desperta para
a vida...
Esta
bela face
que se “acende em
carminação
ardente dos frutos
tropicais.”
Em mim
és lírio gracioso...
És açucena-branca...
Pois,
que és todo o meu encantamento...
E
nada mais!...
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