SOBRE ESTE ESPAÇO

LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."

Claudia Loureiro

10 novembro, 2009

A RÃ E O ESCORPIÃO (La Fontaine)

O fogo crepitava feroz e avassalador. Na margem do largo rio, que permeava a floresta, encontram-se a rã e o escorpião.

Lépida e faceira, a rã prepara-se para o salto nas águas salvadoras. O escorpião – que não sabe nadar – aterroriza-se ante a morte certa, ou estorricado pelas chamas ou impiedosamente tragado pelas águas revoltas.

Arguto, e num esforço derradeiro, implora o escorpião:

– Bela rã, leva-me nas tuas costas na travessia do rio!

– Não confio em ti! Teu ferrão é inclemente e mortal – responde a rã.

– Jamais tamanha ingratidão. Ademais, se eu te picar, morte certa para nós dois.

– É verdade, pensou candidamente o bondoso batráquio. En­­tão suba!

E lá se foram, irmanados e felizes. No entanto, no meio da travessia, a rã é atingida no dorso por uma impiedosa ferroada. Entremeando dor e revolta, trava o derradeiro diálogo:

– Quanta maldade! – exclama a rã, contorcendo-se. – Não vês que morreremos os dois?!

– Sim – responde o escorpião – Mas esta é a minha natureza!

4 comentários:

  1. Se tem algo que devemos confiar é na natureza do homem,as vezes custa conhece lo e uma vez constada nao podemos ser ingenuos...bjossss

    ResponderExcluir
  2. Bem disse Andrea, não devemos confiar cegamente nas pessoas, muitas são boas mas a menoria que é ruim sabe fazer muito bem o seu papel.
    Um abraço

    ResponderExcluir
  3. É sempre muito bom fazer novos amigos no Chá das Cinco, eu também gostei muito do teu blog, ele é show.
    Eu também estou te seguindo, não vamos perder cantato Cacau.
    Bjs

    ResponderExcluir
  4. É sempre muito bom fazer novos amigos no Chá das Cinco, eu também gostei muito do teu blog, ele é show.
    Eu também estou te seguindo, não vamos perder cantato Cacau.
    Bjs

    ResponderExcluir

Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.

Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.

Gratidão pela leitura sensível.