SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

16 novembro, 2009

CÉU LARANJA (Cacau Loureiro)


Em aspirações recorrentes avisto
os campos prometidos...
Em tua seara provei de mais nobre fruto,
gosto ímpar que jamais experimentarei
de novo.
Vastidão tremenda de despetalados
malmequeres, mas, onde ainda há
sementes germinando em profusão...
Constato que o colorido de outrora
permanece incólume, novedio.
Há a viração das noites solitárias que
envolve o buquê dos amores confiados
ao vento.
Nas esferas que me foram lume de
estrelas eu enfeito ainda o meu tempo
presente; longas e padecidas horas que
esvoaçam lembranças...
Há tanto pesar a permear a florada em
que me abraço, pois que a dor é para
os simples de afeto... também para os
gigantes de alma.
A brisa do vazio que me cerca traz canções
várias, tristes árias a ecoarem na escuridão
primaveril em que me peito arde.
Caminho a esmo através do verdejante da
esperança que renasce em mim como pôr de sol...
Há no céu laranja que me mostraste nalgum dia
feixes da pequenina flor que hei de chamar para
sempre... a margarida do amor!...


Um comentário:

Este é um espaço de criação e partilha literária.
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