SOBRE ESTE ESPAÇO

LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."

Claudia Loureiro

03 novembro, 2009

INANE (Cacau Loureiro)


Há um sinal nos céus...
Que para tudo há uma razão de ser.
Eu repouso meus dedos no papel e não
aquieto minha cabeça no travesseiro na
espera da inspiração ainda ausente.
Os pensamentos voam, os sentimentos doem.
E o sol que arde lá fora não ameniza
tristezas, não funde, não extirpa o que
está petrificado na alma; há o aço escaldante
a percorrer as veias num constante ir e vir de
decepções... estacionados atos sem valentia.
Calei o verbo em meu espírito tão perito, loquaz,
porquanto não há influxo para o embelezamento
das palavras, para o matrimônio dos desejos.
No meu peito não há voz, nos meus olhos não
há lágrimas, posto que não vem no vento as
vozes instilantes das pressupostas promessas.
Não há na chuva que há de precipitar-se a crença
na purificação das vaidades, na remissão
do egoísmo... na aceleração das vontades.
Há negras nuvens a injetarem paisagens mórbidas
em minhas vistas cansadas, ao meu tempo sem
alento, ao meu coração discrepante.
Não, eu não penso, formas invento de viver os
dias, de mover as horas, reajuntar meus sonhos,
dar consistência aos cacos.
Mas, eu prossigo consciente de que nesta vida
algumas pessoas vieram sem absoluto sentido
.

3 comentários:

  1. ...consciente da vida e pena sim que existam muitas pessoas que vieram sem absoluto sentido! adorei,adorei!!!!bjossss

    ResponderExcluir
  2. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  3. Tomara em breve, que os sentimentos parem de doer e voltem a sorrir.
    Sempre estarei por aqui.

    Tem um selinho para você lá no vórtice, que faz jus a este teu lugar apaixonante.

    Sinta-se abraçada...

    ResponderExcluir

Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.

Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.

Gratidão pela leitura sensível.