SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

13 março, 2011

SALMO VIGÉSIMO SÉTIMO (Cacau Loureiro)



Em desgraça cai o torpe que vive da inveja e da superficialidade.

O que se coloca como coitado ante as dádivas da existência

está morto em vida e ofertou seu espírito aos vermes.

Os lábios que enganam os justos com o doce fingimento

já está seco como a figueira que já não dá mais frutos bons.

Não é proveitosa a alma que se esconde sob subterfúgios

e dissimula bondade angariando discípulos levianos.

Escravo de si mesmo é o vaidoso que sob a capa da dolosa

simplicidade fere e mancha o caráter dos homens simples.

Nenhuma máscara mantém-se perante a justiça do Eterno,

pois que os enganadores desonram o templo que frequentam

com torpezas e iniquidades.

Quem ressalta seu opróbrio já teve sua recompensa, pois pior

que se calar ante a injustiça é ser o estandarte da falsídia.

Quem propala a mentira não é pior do que o que publicamente

planta a discórdia, porque do ramo do espinheiro não nascem

flores, e só do túmulo dos ofensores e que debandam gafanhotos.

Onde pousas tuas mãos agora o homem perverso, em que dossel

descansas a tua cabeça, o que teus pensamentos maquinam?!

Ninguém vê mais do que os olhos do Supremo Criador, como

ousas serpentear para ocultar tuas mazelas, pois que só o

Grandioso retira o véu e lança nossas faces à Sua luz?!

Desde os primórdios o mundo é povoado por hipócritas e

os teus pés nãos seguem em outra direção, porquanto

adentram a lama fétida.

Há dois mil anos o Mestre da Vida portou o cajado da

benignidade e por isto foi escárnio para os homens,

até quando serás escravo do orgulho herodiano e da

falácia dos modernos fariseus?

Onde depositas o teu futuro hoje quando a tua visão

é curta e a tua vida terrena breve?!

Em vão tu te escondes atrás das cortinas da religiosidade

e ainda assim manchas o manto Divino e azedas o sangue

do Cordeiro com falso juízo dogmático.

O Altíssimo tudo vê e tudo sabe e não há moeda neste

mundo que O compre, oh! homem corrompido e tolo.

Quem planta a derrota de um irmão não colhe louros nesta

e nem noutra morada, só o Maior entre todos detém todo o

poder e glória. Amém!

Um comentário:

  1. Olá, Cacau querida
    O sl. 27 nos pontua algo interessante... hoje me disse forte a palavra inveja... que mata...
    Tenha uma noite abençoada e excelente semana.
    Bjs de paz

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