SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

24 setembro, 2023

SOL DE PRIMAVERA (Cacau Loureiro)

Ah! As flores da nova estação acordaram-me

o coração... Despertaram-me para os ciclos que

nos brindam todos os dias com a renovação!

E é tão belo ver a transformação do espírito na

confiança de que o sol da primavera nos seus

ventos vespertinos espalham as sementes de

uma jornada multicolorida... a existência pois, 

como um buquê de chegadas e partidas.

E os dias passam tranquilos na luz fulgurante

desse sol de primavera que aqueceu o meu peito

pródigo, e fez ressurgir a minha alma alegre.

Meus olhos úmidos e o meu sorriso largo cantam

as canções das flores raras... e abraçam as belezas

de um mundo novo e seguem os rumos das borboletas

e acompanham os caminhos dos pássaros.

Eu lavo minhas mãos para tocar em meu rosto

estático ante a dimensão das cores que me

tocam o âmago... e a vida é tão boa no rumo das águas,

e a vida é tão rara mesmo nos caminhos das pedras.

No cume dos anos eu descubro a livre criança 

a correr na clareira da eternidade, a refazer-se

no bosque da existência como gérmen de maior

poder, embrião de todo amor.

E eu enfrento o sol brincando ao derredor das

minhas interrogações adultas... e eu encaro o

céu ante as minhas infantis certezas.

Nos néctares onde os jardins se refazem e

eternizam a seiva da vida, eu vi nascer um

cravo em meu peito e rosas em minhas mãos!...

Um comentário:

  1. Belíssimo poema!!
    Música apropriada e perfeitamente unida ao contexto! Tudo lindo !!
    Parabéns!!!

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