SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

28 setembro, 2023

ESPELHO D'ÁGUA (Cacau Loureiro)

E caiu dos céus as águas dos enlevos...

Espelho d’água que revigora a alma...

Da soleira da porta vislumbro o caleidoscópio

em que se transformou o meu universo interior.

As águas e os ventos da regeneração invadiram

todos os meus canais de afeto trazendo o

movimento de tudo o que é novo...

Há um arco-íris a enfeitar estas esquinas da

vida, e em cada curva dá-se para admirar a

estrada, caminhos a serem traçados com

venturas, e, sem cansaços eu sigo demarcando

com as flores da poesia a quem me encontra.

Velozes são os olhares que não me veem, mas,

é lenta a lente com que os vejo neste rodopio

do autoconhecimento, moção do tocar e perceber.

E quero nestas águas tecer a rota dos afetos

primevos, porém, profundos, pois que, somente

no reentrante se pode moldar desejos reais.

Assim, lanço as sementes neste solo preparado

na autenticidade com a naturalidade dos que

tem o peito aberto para viver sem medo.

Nesta alegria que irrompeu da chuva brotou

a esperança... para muito se viver porque há

muito a se apreciar da vida... a vida que se fez

vida em mim... encontro! 

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