SOBRE ESTE ESPAÇO

LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."

Claudia Loureiro

23 outubro, 2022

EFATÁ (Cacau Loureiro)

 


O Deus vivo tocou-me o coração, disse-me

num sussurro... descansa.

E eu depositei no Senhor a confiança, pois sei

que no mar da Galileia acalmou a tempestade e

o meu espírito agora anda sobre as águas da paz.

Vou construindo um novo caminho doravante o

novo me transformará no melhor que há em mim.

As portas dos homens se fecham, contudo, as portas

de uma alma liberta são inúmeras e auspiciosas,

não há temor quando almejamos o bom, o belo

e o verdadeiro.

Minhas mãos um dia tocaram as pedras da ingratidão,

mas nunca olvidei que nos desertos dos homens

haveria as areias que se debatem criando as dunas

da intemperança.

De pé assisto ao milagre da vida, o bonito sol que

acende no horizonte restaurando todos os axiomas

do Grande Pai... Ah! Eu sei que a justiça é inexorável.

Os novos frutos os quais eu colho na árvore da

regeneração me são dulcíssimos e me alimentam a

fé no futuro e edificam a esperança imorredoura.

Portanto, a quem temerei?!

Nunca andei só pois Aba Pai me é escudo e amparo

em todas as horas e em todas as frentes...

“...Folguem e alegrem-se em ti todos os que te buscam...”

Em águas tranquilas eu sonhei... 

e conheci o efatá de Deus!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.

Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.

Gratidão pela leitura sensível.