SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

13 março, 2011

SALMO VIGÉSIMO SÉTIMO (Cacau Loureiro)



Em desgraça cai o torpe que vive da inveja e da superficialidade.

O que se coloca como coitado ante as dádivas da existência

está morto em vida e ofertou seu espírito aos vermes.

Os lábios que enganam os justos com o doce fingimento

já está seco como a figueira que já não dá mais frutos bons.

Não é proveitosa a alma que se esconde sob subterfúgios

e dissimula bondade angariando discípulos levianos.

Escravo de si mesmo é o vaidoso que sob a capa da dolosa

simplicidade fere e mancha o caráter dos homens simples.

Nenhuma máscara mantém-se perante a justiça do Eterno,

pois que os enganadores desonram o templo que frequentam

com torpezas e iniquidades.

Quem ressalta seu opróbrio já teve sua recompensa, pois pior

que se calar ante a injustiça é ser o estandarte da falsídia.

Quem propala a mentira não é pior do que o que publicamente

planta a discórdia, porque do ramo do espinheiro não nascem

flores, e só do túmulo dos ofensores e que debandam gafanhotos.

Onde pousas tuas mãos agora o homem perverso, em que dossel

descansas a tua cabeça, o que teus pensamentos maquinam?!

Ninguém vê mais do que os olhos do Supremo Criador, como

ousas serpentear para ocultar tuas mazelas, pois que só o

Grandioso retira o véu e lança nossas faces à Sua luz?!

Desde os primórdios o mundo é povoado por hipócritas e

os teus pés nãos seguem em outra direção, porquanto

adentram a lama fétida.

Há dois mil anos o Mestre da Vida portou o cajado da

benignidade e por isto foi escárnio para os homens,

até quando serás escravo do orgulho herodiano e da

falácia dos modernos fariseus?

Onde depositas o teu futuro hoje quando a tua visão

é curta e a tua vida terrena breve?!

Em vão tu te escondes atrás das cortinas da religiosidade

e ainda assim manchas o manto Divino e azedas o sangue

do Cordeiro com falso juízo dogmático.

O Altíssimo tudo vê e tudo sabe e não há moeda neste

mundo que O compre, oh! homem corrompido e tolo.

Quem planta a derrota de um irmão não colhe louros nesta

e nem noutra morada, só o Maior entre todos detém todo o

poder e glória. Amém!

Um comentário:

  1. Olá, Cacau querida
    O sl. 27 nos pontua algo interessante... hoje me disse forte a palavra inveja... que mata...
    Tenha uma noite abençoada e excelente semana.
    Bjs de paz

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