SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

27 novembro, 2009

O QUE VOCÊ BUSCA NA VIDA? (Luis Gasparetto)

Seja lá o que for, você se busca. Poucas pessoas se dão conta de que estão se procurando. Temos a imperiosa necessidade de nos realizarmos, de nos sentirmos preenchidos de nós mesmos. Queremos ficar cheios de nós.
Para tal, necessitamos de nosso apoio e de nossa aceitação. Temos que usar toda a nossa auto-atenção, nosso auto-respeito e confiarmos integralmente em nós mesmos.
Seria simples, se não fosse a mania que temos de nos pendurar nos outros. Nascemos dependentes e crescemos nos recusando a nos tornarmos independentes. Queremos sempre usar as capacidades dos outros, queremos a consideração das pessoas recusando a usar as nossas: estas nós só usamos para os outros.
Queremos o apoio daqueles que estão à nossa volta e recusamos nosso próprio apoio. Pagamos caro para ter “alguém” para nós, enquanto nos rejeitamos para ser como esta pessoa quer que sejamos. Somos prisioneiros de obrigações para que o mundo nos aplauda e nos crucificamos para que os outros nos aplaudam, enquanto nos recusamos a nos reconhecer como pessoas maravilhosas. Queremos ser especiais para nossos amigos enquanto nos tornamos escravos das expectativas, fazendo nossas míseras existências vazias e insatisfeitas.
O nome disso é egoísmo.
Quem disse que egoísta é alguém que só faz o que quer está muito enganado. Egoísta é aquele que faz tudo para os outros na esperança de que eles cuidem de suas carências. Qualquer carência é auto-abandono. Só somos impotentes quando somos pretensiosos, e só somos pretensiosos quando estamos cegos aos nossos limites e necessidades e queremos bancar os gostosões para explorar os aplausos e favores dos outros. Acabamos por nos mimar e nos tornamos fracos e derrotados.
Buscar o apoio nas pessoas nos liquida. Esperar aprovação da torcida empata nossa vida. Contar com o amor dos outros nos torna mendigos de afeto. Olhar-se com os olhos dos outros cria sempre uma falsa auto-imagem e uma baixa auto-estima. Querer agradar sempre faz de nós uns chatos. Esperar valorização das pessoas nos deixa à margem da vida. E, finalmente, mordomia atrofia nossos potenciais.
A auto-responsabilidade nos torna independentes e capazes de nos realizar. Você, na verdade, só precisa da sua ajuda e nada mais.
Vá em frente e conte apenas com você mesmo.

Um comentário:

  1. Olá, adorei suas postagem espero que não se chateie pois tem uma que diz exatamente tudo o que penso, e certamente fará parte o meu bolgger.
    è muito bom saber que ainda podemos encontrar pessoas que acreditam no existencialismo. um grande abraço e até outras vezes.

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