SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

18 novembro, 2009

ABRAÇO-TE (Cacau Loureiro)


Abraço-te nas intermináveis horas
dos meus dias... pois que o teu
abraço desvanece todas as minhas
noites de angústia.
Abraço-te no amargor de toda esta
espera... pois que o teu abraço é
sempre recomeço na minha chegada.
Abraço-te na lágrima salgada que
brota dos meus olhos... pois que o
teu abraço é estanque de pranto e
germinar de sorriso.
Abraço-te quando não refreio as
palavras rudes que me laceram o
peito... pois que o teu abraço é mel
dulcificando os meus lábios.
Abraço-te nos mil invernos de minha
alma triste... pois que o teu abraço é
florescimento de alegria retomando-me
em nova primavera.
Abraço-te no duro entorpecimento do
meu coração... pois que o teu abraço
é fogo forjando o seu burilamento.
Abraço-te no desejo ardoroso de
devolver teu abraço... pois que o
teu abraço é faísca reacendendo as
minhas emoções.
Abraço-te na esperança distante de
reencontrar a alegria... pois que o
teu abraço encurta o caminho, oferta-me
o encanto e a magia.
Abraço-te na vontade infinita de voar
em teu espaço, abarcar o teu mundo,
prender-te no meu... pois que o teu
abraço é pira queimando minhas
dores, fazendo renascer das cinzas
a fênix que sou.

3 comentários:

  1. Que coisa mais linda Claudia.
    Você deveria editar um livro, já pensou nisso?

    Beijos querida...

    Ah, tem selo novo do vórtice,vai buscar quando puder.

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  2. Lindo e um abraço bem apertado pra ti!!!bjoss

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  3. Sou fã nº1 das suas poesias,
    tais quais, quase todos os dias de adolescência, ouvi o declamar.
    Agora, já na fase jovem-adulta,
    não poderia deixar de contemplar
    e mesmo que não 'ouvindo', mas, lendo, consigo sentir-me tão leve
    quando nos verões passados.
    Obrigada por ter participado a mim
    toda essa arte e felicidade.
    Beijos da sobrinha,
    Tai Loureiro.

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