SOBRE ESTE ESPAÇO
❦ LÍRICOS OLHARES ❦
Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.
Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.
Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.
Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.
Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.
— Claudia Loureiro
07 julho, 2011
ÁDVENA (Cacau Loureiro)
05 julho, 2011
FIXAÇÃO (Cacau Loureiro)
A grande aventura da vida está em
gravados em minhas retinas...
29 junho, 2011
LUA CRESCENTE (Cacau Loureiro)
Quero eu crescer em tua crescente lua,
navegar desnuda em tuas partes nuas.
Tocar tua paisagem exuberante com meus
lábios crus, adentrar intumescência em
percepções auditivas, olfativas e táteis,
fremir contigo em impulsos insanos...
Ah, eu creio na química rascante dos
sentimentos cálidos, na energia faiscante
de nossos corpos nus...
Cessar com minhas mãos quentes a tua
abrasiva carne, sorver-te aos goles em
inebriantes haustos.
Assim em teu dossel, em noite enluarada,
dormitar em tua pele cintilante, caprichosa,
dizer-te de minhas vontades soprando em
tua nuca, passar para os teus olhos os meus
delírios lúbricos.
Meus braços amarrados em teu corpo
trêmulo, teu cheiro adentrando em minha
boca e poros, rio de desejo alagando-me
a alma, fazendo-me crescer em tua
crescente lua.
27 junho, 2011
DEIDADE (Cacau Loureiro)
O teu cometa quando por mim passa e reluz,
explode feito estrelas em meu peito, é céu
iluminado!...
Será direito querer-te assim?!
E quando as tardes amenas sossegam
o meu âmago agitado por tuas canções
primaveris, eu não esmaeço as vontades,
eu não esqueço contornos, reacendo este
meu mundo libidinoso onde demarco
meus espaços, onde relembro teus sons.
A vida contigo é bela cantata de luz e de
cor, e de cor eu sei dedilhar as tuas cifras,
as tuas confissões mais intrínsecas.
Fato é, luzes-me como clarão de eternidade
que jamais cessa, pois que um dia o que
fora desejado para sempre no universo
estará marcado, latente como vulcões que
transformam e consomem o estático;
passarão os tempos, mas o verbo conjugado por
nossos corpos, realizado existirá na vontade de
permanecer... contudo, somos singular movimento.
Como apagar na névoa das eras o teu olhar
de meiguice confessado por teus ternos gestos,
lapidado em olhos de diamante?!
Há sossego e paz em tua companhia, não há
cansaço, caminharia mil anos ao lado teu,
porque o que foi marcado pela divindade jamais
será profanado.
DISPARATE (Cacau Loureiro)
tampouco, minha filosofia de vida.
Os meus desafetos sabem o porquê de
não amá-los tanto, embora, o amor seja
a lei primeira entre os cristãos, ou deveria ser.
E ainda que eu tenha aprendido à duras penas,
eu tenho ainda esperanças na humanidade.
Não encontrei muitos fiéis na doutrina da
existência, não testemunhei adeptos da cristandade...
Os templos andam lotados de hipócritas. Todos,
nós, lá no mais profundo de nosso ser somos
iminentes carrascos, professores de sentenças
sórdidas e injustos sentenciadores.
Plagiando o Cristo, escrevemos na areia da
atualidade com o dedo em riste, gritamos
ferozmente por uma paz transmutada em guerra e
sangue, disparates conclamando à salvação.
Há jardins onde somos traídos, oásis onde nos
tornamos desérticos.
A espada retirada da bainha não decepa orelhas
e nem transforma em cinzas as víboras falantes,
porque as más línguas serão por todo o sempre,
o chicote do corpo.
24 junho, 2011
GALANTE (Cacau Loureiro)
23 junho, 2011
DIAMANTE (Cacau Loureiro)
01 junho, 2011
PRAZENTEIRO (Cacau Loureiro)
sangram a alma farta e transitam aprazerados
entre minha pele e músculos.
Viver é arder em desejos, e os impulsos não
fazem invioláveis, nem santificam pecadores.
Há um céu fora de mim que me move como
as nuvens, mas, há um céu em meu interior
que me faz voar em solo onírico, e leva-me à
terra dos poetas insaciáveis.
O que de mim brota é profuso, abundante,
exuberante, incontrolavelmente copioso.
Renovo-me em teu sorriso, por ti não morro,
porque em graça e vida eu em ti me animo.
Em teus viçosos caminhos meus pés seguem
descalços, não há prudência quando já se
sangra em vivo ventre por entre castas arestas...
...perdida e sôfrega em teu paraíso.
Visto-me de vento, aragem morna dos que
votam afeto imensurável... teço percursos
ínvios, posto que para amor não existem
perfeitos caminhos...







