SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

26 maio, 2026

RECITAR-TE (Cacau Loureiro)

Quero ler os teus versos da madrugada...

E versejar em minha tez a estrofe que me

seja tua inspiração, pois tenho olhos na

ponta dos dedos e os meus lábios tecerão

todas as escritas dos quereres em teu corpo,

recônditos eriçados em pele e pelos.


Dorme comigo para despertar em minha

alma alegre, que sorri entre filós e cetins,

tingindo de carmim os teus seios entre

minhas mãos aquecidas em teu colo.


Acorda meus instintos em teu frêmito

generoso como orvalho que corre entre

pétalas... acolhedoras ante minhas ternuras

derramadas em tessituras de desejos e

sôfregos prazeres.


Deixa-me dormitar meus cílios molhados

em tuas costas nuas, macias... donde eu

possa avistar todas as tuas curvas e linhas

e perpetuar tua geometria secreta em minhas

ancas e dorso inteiros.


Permita-me sussurrar em teu regaço febril,

encaixar-me em teus braços e pernas...

desaguar rios inteiros em teu pescoço e

ventre, em tuas coxas tenras entreabertas.


Afastarei teus perfumados cabelos, derramarei                

os meus olhos nos teus e recitarei em tua boca

vermelha todos os versos que nesta hora...

 nossas carnes frementes nos deram.


Quero ainda ler os teus versos na madrugada...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.

Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.

Gratidão pela leitura sensível.