SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

24 maio, 2026

CONJUNÇÕES (Cacau Loureiro)


E o silêncio agora virou palavras...
Esverdeado espectro a constituir
um arco-íris ímpar neste céu
consumido de auras esfumaçadas.

As letras invadem o simbólico do
indizível... canção bonita nos teus
lumes que vislumbram combinações
astrais... vento sul a correr pressuroso
pelo curto tempo, pela alma ampla que
se abre a novas conjunções.

Não mais escrito nas estrelas, o céu
vem descendo devagar sobre meus
olhos que contemplam tua história
ainda não contada. Mas há um conto
de fadas complexo no teu olhar atento,
folhas a balançar como pétalas aos
alísios pacíficos, ultramar onde me
lanço, destemida, aos descobrimentos.

Há uma marcação nos teus sons que                             
parecem tranquilos... inquietações de
quem procura abrigo... presença...
poesia e verso... estes signos que te dou
são a minha ousadia te propondo todo
o meu aconchego, café quente nos
recantos das bonitas estradas que
contemplo nestes dias claros de sol.

Lavo meu rosto para te enxergar face a
face, e as marés de plutão banham meu corpo
em ritual tão sagrado: águas, flores, frutos,
aromas; velas acesas por estes caminhos
já de ti perfumados, nos quais vislumbro,
tão presente, teu singular clarão!...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.

Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.

Gratidão pela leitura sensível.