SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

16 maio, 2026

SIMBIÓTICOS DO CAOS (Cacau Loureiro)

A brisa fresca secou meus olhos,

as lágrimas são rios que correm

em silêncio, nos rumos dos intensos

as pedras são detalhes na jornada.


Não há curvas para quem decidiu

viver em transparência quando as

pessoas são feitas de poeira e asfalto

nos rumos das estradas de ventanias.


Os olhares que lançamos sobre nós

mesmos são envelhecidos, há um

espelho que distorce nossas verdades e

assim contamos as histórias que nunca

foram nossas...


Queria muito ver gente,

mas, nessas arenas virtuais somos

gladiadores robóticos, simbióticos

do caos, personagens de Dante.


Metal nas doces palavras que não se

comprometem, onde os sonhos

envelhecem na correria dinâmica

dos que não se importam e dormem

com máquinas nas mãos.


Incoerências de quem vê em si mesmo

o cognoscível, mas ainda tateando

seus ecos ininteligíveis... conhecimento

apreendido em recortes factuais.


Em meio

à poluição que desce sobre todos

os nossos dias, chamas a consumir

o humano em nós, atos falhos a

entupir os acessos sensíveis,

viagem do irascível, aço, aço,

asco, daqueles que se chamam

homens a matar-nos por dentro

toda a humanidade que já nos

foi perceptível.

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