SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

24 setembro, 2023

SOL DE PRIMAVERA (Cacau Loureiro)

Ah! As flores da nova estação acordaram-me

o coração... Despertaram-me para os ciclos que

nos brindam todos os dias com a renovação!

E é tão belo ver a transformação do espírito na

confiança de que o sol da primavera nos seus

ventos vespertinos espalham as sementes de

uma jornada multicolorida... a existência pois, 

como um buquê de chegadas e partidas.

E os dias passam tranquilos na luz fulgurante

desse sol de primavera que aqueceu o meu peito

pródigo, e fez ressurgir a minha alma alegre.

Meus olhos úmidos e o meu sorriso largo cantam

as canções das flores raras... e abraçam as belezas

de um mundo novo e seguem os rumos das borboletas

e acompanham os caminhos dos pássaros.

Eu lavo minhas mãos para tocar em meu rosto

estático ante a dimensão das cores que me

tocam o âmago... e a vida é tão boa no rumo das águas,

e a vida é tão rara mesmo nos caminhos das pedras.

No cume dos anos eu descubro a livre criança 

a correr na clareira da eternidade, a refazer-se

no bosque da existência como gérmen de maior

poder, embrião de todo amor.

E eu enfrento o sol brincando ao derredor das

minhas interrogações adultas... e eu encaro o

céu ante as minhas infantis certezas.

Nos néctares onde os jardins se refazem e

eternizam a seiva da vida, eu vi nascer um

cravo em meu peito e rosas em minhas mãos!...

Um comentário:

  1. Belíssimo poema!!
    Música apropriada e perfeitamente unida ao contexto! Tudo lindo !!
    Parabéns!!!

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