Busco em tua imagem distante
a inspiração nestes dias de mim
tão ausente.
A tarde é morna e nebulosa;
a tarde é longa e exasperante...
Intrigante é aspirar teus ares,
voar em tuas asas de aedo.
Em meu imenso azul és solitário
pássaro a planar sob as nuvens
de minha alma itinerante.
Calada, permaneço, quando minha
verve é distintamente loquaz,
entusiasta, versada.
Não sei sobre tudo, mas, ora sei
que não me bastam as palavras.
Quero permitir-me em tuas mãos,
revigorar-me em teus lábios
ardentes, aquecer-te com minha
pele calorosa, tocar-te agudamente
o espírito persistente, onisciente.
Há urgência em meu corpo...
O meu instinto ariano grita combativo,
contundente.
Conto amargamente o tempo lento,
irritante.
Sim, eu quero... deitar-me calma em
teu leito e repartir singularmente o
que sobeja em meu sequioso peito.
4 comentários:
Olá Cacau,
Belas palavras para encerrar meu dia exaustivo; tu descreveu com maestria a ânsia do mar!
Um grande abraço para você!
Cláudia, você trata muito bem as palavras nessa sua ânsia de amar.
Beijo :)
Olá amiga! Passando para te desejar um belo domingo e dizer que amei o poema. Muito profundo e dotado de muita sensibilidade.
Beijos,
Furtado.
esse grupo é um dos meus preferidos, ainda mais quando sabemos o objetivo das palavras. bjs
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