LÍRICOS OLHARES

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"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós." (Clarice Lispector)

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"Por mais que se mantêm em consideração as circunstâncias do tempo, do lugar, do gênio do povo, dos seus conhecimentos, de suas inclinações, falham os cálculos, desmoronam-se os edifícios, inutilizam-se os trabalhos e só se colhe o conhecimento de que não se acertou e que o coração do homem é um abismo insondável, e um mistério que se não pode entender". (Frei Caneca)




6 de agosto de 2010

SALMO VIGÉSIMO QUINTO (Cacau Loureiro)


Senhor, aparta-nos da amargura, limpa
os nossos olhos, esgota-nos o fel.
Traz-nos bálsamo com a tua bondosa
santidade, pois temos andado à beira do
caminho e não mais avistamos os teus
verdes pastos.
Sinaliza-nos com o teu cajado para que
reconheçamos a renovadora esperança.
Pai, toca nossos corações para que a nossa
sensibilidade não esmoreça ante os ímpios.
Mostra-nos o caminho das tuas águas tranqüilas,
espraia a tua divina luz sobre as sombras em
que se fecharam nossos corações insurretos.
Esmaga com as tuas mãos poderosas a dureza
deste mundo aflito e afeito as coisas vãs.
Derrama a esperança sobre os perdidos e
mansuetude sobre os amargos desta terra.
Dá-nos de beber o teu leite farto de benesses;
Oh Eterno, tem misericórdia de nós!
Amansa oh Excelso, os nossos corações
selvagens com tua real e soberana gentileza!
Oh, Mestre, oferta-nos as tuas consolações,
porque caminhamos com sede de justiça.
Mostra-nos a tua libertadora verdade com
o teu manso olhar, com o teu maior amor
que nos é convencimento e entusiasmo.
Estanca nossos prantos que há milênios
abrem sulcos em tuas terras infindas e
feridas fétidas em nossos peitos duros.
Temos suplicado pela confraternização
e pela concórdia entre os homens, contudo
somos rebeldes para com as tuas eternas
palavras, avessos ás tuas verdades perpétuas.
Sacode-nos oh Pai, desperta-nos, oh Pai, para
a fé no futuro, acorda-nos para o trabalho para
o qual Tu nos chama hoje para o profícuo

enriquecimento de Tua seara de paz!...

9 comentários:

Graça Pereira disse...

Lindissimo este Salmo... Preferimos caminhar no deserto... e perscutar o longo silêncio á procura do Teu caminho... e o dos outros...Mas o silêncio apaga os Teus passos e os dos nossos irmãos...Faz com que aprendamos a humildade das areias... e deixa em nós apenas o essencial... e o sabor do sol.
eijo e bom fds
Graça

JORGE ALVES disse...

PARABENS PELO BLOG QUE CADA VEZ ESTA MAIS BEM PRODUZIDO.
FELICIDADES
JORGE ALVES

atlantida disse...

Hola, bello mensaje nos compartes en este maravilloso Salmo.
no sabes cuanto anhelo que lelgue la paz a mi alma.
feliz fin de semana y bendiciones para ti

Caminhos Poéticos disse...

"Você se torna o que você realmente mentaliza.Você atrai aquilo que você mentaliza. Pensamentos se tornam coisas."

(do filme O Segredo)

Feliz semana......Beijos M@ria

ValériaC disse...

Belíssima e sentida oração...salmo de apelo à Deus diante da imperfeição que se mostra de forma nua e crua diante de nossos olhos...que Ele olhe misericordiosamente para cada um de nós...
Querida...tenha uma linda semana!
Meu carinho e beijos...
Valéria

Regina Artes disse...

Oi amiga, que lindo....com certeza Deus estará sempre conosco...

Beijos!!!

AC disse...

Chamo a isto rezar em profundidade...
Tocou-me.

Beijo :)

orvalho do ceu disse...

Oi, amiga Cacau
Libertar-me da amargura... que graça!
Os salmos têm esse mérito de orar com a alma e o coração... passa a ficar contrito... aí, a Graça acontece.
Obrigada pelo post tão lindo.
Bjm e votos de paz interior pra vc.

João Felinto Neto disse...

NUNCA IREI EMBORA

A madrugada fala comigo
sobre os auspícios da cidade,
e da sacada onde moro
avisto ao longe minha idade
nos novos prédios que surgiram
e nos antigos que ficaram,
na solidão em que me encontro,
no despertar do sol
lá fora.
Nunca irei embora,
plantei minha vida no concreto
e agüei com gasolina.
Meu esqueleto é de ferro
com os pés firmados numa esquina.
Eu moro aqui,
entre estações da vida toda,
entre calçadas ocupadas
onde não se caminha à toa.
Talvez eu seja um espectro
do emaranhado de pessoas.
Não sei se vivo,
se deliro,
ou se sou patético.


João Felinto Neto