
Eu te velejei por esses mares
de
ondas brancas, gigantes...
E navego... sempre para o teu
horizonte,
onde as linhas juntam céu e mar.
Águas de cristas douradas que
me
teceram um colar precioso,
ornando o meu coração
com o brilho das paixões.
Correntes temperadas pelo sal
dos teus lábios,
gosto dos gostos da tua alma rara,
ilha dos amores...
istmo de ti.
Mergulho profundo, regido pelo
canto
das sereias,
sete mares em poesia,
braçadas nos redemoinhos do teu dorso,
traçando as rotas subterrâneas
dos mistérios abissais.
Corpos molhados, amalgamados
como no encontro entre rios e mares,
nascentes dos desejos a
derramarem singulares paisagens...
Refluxo e reflexo das marés,
onde os verões alteiam o sol
para que a lua desponte
inteira no teu sorriso.
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