Há um sorriso neste domingo a se
esconder pelos cantos da casa...
Incenso a entrar por minhas narinas,
nos suspiros que a saudade toma
de meus pulmões.
Eu bebo, aos goles, o café quente
que aprendi a partilhar contigo,
com gosto de manhã ensolarada,
céu azul que se abre em mim
em luminosidades.
Luzes... é o que relampeja
em meus olhos.
Ritmos... é o que prorrompe
em meu corpo,
dança de almas na noite
que permanece quando o astro maior
se levanta no horizonte
para brindar sua permanência
nestas terras de ninguém.
Quando
me permites o teu
solo fértil,
que se espraia por meus
jardins e canteiros,
flores plantadas
a
quatro mãos...
E o teu riso solto pula
em meu colo,
como surpresa dos deuses
para aplacar minhas dores,
para secar minhas lágrimas,
para fazer sorrir
meus olhos negros,
feitos de madrugadas insones...
O vento balouça as folhas
e traz as pétalas
no assoviar desse canto
bonito,
dessa música que a ti pertence
e ocupou todos os cantos
da casa.

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