SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

02 agosto, 2026

CANTOS DA CASA (Cacau Loureiro)

Há um sorriso neste domingo a se
esconder pelos cantos da casa...

Incenso a entrar por minhas narinas,
nos suspiros que a saudade toma
de meus pulmões.

Eu bebo, aos goles, o café quente
que aprendi a partilhar contigo,
com gosto de manhã ensolarada,
céu azul que se abre em mim
em luminosidades.

Luzes... é o que relampeja
em meus olhos.
Ritmos... é o que prorrompe
em meu corpo,
dança de almas na noite
que permanece quando o astro maior
se levanta no horizonte
para brindar sua permanência
nestas terras de ninguém.

Quando me permites o teu
solo fértil,
que se espraia por meus
jardins e canteiros,
flores plantadas
a quatro mãos...

E o teu riso solto pula
em meu colo,
como surpresa dos deuses
para aplacar minhas dores,
para secar minhas lágrimas,
para fazer sorrir
meus olhos negros,
feitos de madrugadas insones...

O vento balouça as folhas
e traz as pétalas
no assoviar desse canto
bonito,
dessa música que a ti pertence
e ocupou todos os cantos
da casa.



 

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