SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

29 fevereiro, 2024

ROSA-CHÁ (Cacau Loureiro)

Eu quero a tua poesia nua...

Nuez rosa, chá dos deuses...

Essa venusta nudez em que vive a tua alma,

que ora em vez profana as madrugadas e

transforma a feiticeira dama da noite sob a

luz azul da lua...

Eu quero despir em versos o áster que voa por

sobre minha matéria e intumesce meus mamilos,

eriça todos os meus pelos e tece lúbricas rimas,

deixando-me palavras no corpo.

Eu preciso da tua poesia nua...

Essa mesma nueza que incita meus olhos atônitos,

que ora em vez infringe as leis da física e me põe

ponta-cabeça e me deixa os pés na terra e a

cabeça entre nuvens.

Eu desejo a tua poesia nua...

Essa mesma sem adornos e, no entanto, realeza,

que ora em vez entrelaça fios de ouro em filigrana

de estrofes... e como libélula do crepúsculo cria

matizadas asas e me trama este poema nu de gozo.

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