SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

20 fevereiro, 2024

MADRIGAIS (Cacau Loureiro)


Eu vejo em tuas pequeninas mãos as sementes de

tudo o que é forte, de tudo o que é bom, de tudo

o que é belo e bonito!

Onde tocas, a vida renasce, a esperança vibra em

novas mudas... sob os toques sutis de quem sabe

plantar o novo com as velhas lições da vida...

Há um poder em tua vontade que derrama néctar

nas flores de canteiros esquecidos, um substrato

singular que fortalece as raízes do que ora sabes

fazer, frutificar para o amanhã.

Há cores e tons quando revolves a terra inabitada

onde outrora se transformou o meu âmago contrito, e

agora tão valente e insinuante que empoderado de si,

ele ergue a primavera em florais do tempo, como um

templo que edificas em mim com odes e louvações

de gratidão... ao ritmo de músicas de cifras novas e

ineditamente belas, onde toco o instante do destino,

porque amar tua apurada beleza, apreciar teu seio farto,

adentrar teus olhos claros, tocar tua pele macia, provar

teu beijo primoroso, é cultivar raros frutos na seara dos

amores mansos, é galgar um futuro bom em novos

campos, é fazer poesia em madrigais de boa sorte...

a música que eu sonho fazer florescer contigo,

delicada, formosa, em canção ternamente fina!...

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